
Lisboa, 30 mai - A edição 2008 do Rock in Rio Lisboa, com o lema "por um mundo melhor", apresenta ao público uma imagem dominada por anúncios, brindes, lojas e concursos.Milhares de pessoas se dispõem a ser cartazes ambulantes e passeiam com anúncios, que vão de bóias de praia a chapéus, passando também por perucas excêntricas e plumas.Logo na saída do metrô, panfletos de uma auto-escola são entregues a alunos potenciais, uma enorme quantidade de adolescentes que foi ao festival no seu primeiro dia.Metros depois, o espectador mais receptivo aos papéis e folhetos fica com uma boa seleção para encher os bolsos, proteger as calças quando se sentar na grama, reciclar ou fazer como a maioria, jogando no chão. São folhetos anunciando outros festivais, jornais gratuitos, jornais publicitários e panfletos diversos.
Espetáculo do consumo - Dentro do recinto, o público pode admirar uma estranha romaria de pessoas com bóias decoradas com uma cabeça de pato. Metros depois, é possível notar que todas passaram por uma rua com comes e bebes de um lado e de bancas de distribuição de brindes do outro.Os patos, cortesia de uma empresa de seguros, são apenas um entre muitos brindes com que o espectador pode dar uma mãozinha ao departamento de publicidade dos patrocinadores do Rock in Rio Lisboa.Além das bóias, há luvas verdes para acenar entre a multidão aos artistas preferidos e até sofás de soprar e encher, para quem estiver cansado de dormir em pé.No Rock in Rio Lisboa, um espectador pouco acostumado aos shows não deixa de ter com que se entreter, podendo optar entre dezenas de lojas: calçados, roupas, perfumes, oculista, cabeleireiro, eletrodomésticos, discos, motos, painéis solares, seguros de carro, celulares, revistas e livros.Concursos do tipo "junte dez copos e ganhe um prêmio" também se proliferam, com vários espaços de patrocinadores competindo para cativar o público por meio de prêmios como carros, celulares, desodorantes, preservativos, serviços de internet, TV paga e até azulejos e pavimentos.Ainda antes de começarem os espetáculos, os espectadores mais afoitos que se concentravam junto ao palco tiveram animação, com imagens de festivais anteriores e anúncios. Muitos anúncios, porque na falta de artista, cantaram os jingles publicitários.
Fonte: http://musica.uol.com.br/
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